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Segunda-feira, 28 de Dezembro de 2015

ANGOLA: A DIVERSIFICAÇÃO DA ECONOMIA PRECISA DE PERSEVERANÇA, PERSISTÊNCIA, TATO, DISCIPLINA, ORGANIZAÇÃO, INSTRUÇÃO E CONHECIMENTO.

Por: ELISEU GONÇALVES FRANCISCO*

Linkedin: pt.linkedin.com/pub/eliseu-gonçalves/67/ba3/256/

Email: meuadvogado@outlook.pt

ANGOLA: A DIVERSIFICAÇÃO DA ECONOMIA PRECISA DE PERSEVERANÇA, PERSISTÊNCIA, TATO, DISCIPLINA, ORGANIZAÇÃO, INSTRUÇÃO E CONHECIMENTO. 

Para se diversificar a economia angolana de modo a atingir excelência, é preciso adoptar-se comportamento perseverante, aliado a disciplina, organização, instrução e ao conhecimento, que, juntos, devem ser sequazes, porque, neste momento, a conquista dos objectivos atinentes à diversificação da economia não são fáceis de atingir por Angola, uma vez que os caminhos a percorrer estão cheios de obstáculos, quiçá, de trilhos incertos.

 

Só perseverança económica busca meios necessários para sustentabilidade socioeconómica alimentada por um sector produtivo diversificado assente no investimento na economia real, na instrução e conhecimento. A perseverança, as vezes é sinónima de persistência que, em paralelo, são qualidades preciosas quando desenvolvidas com saúde, livres de preguiça, ociosidade, interesses secundários e antagónicos, zona de conforto, medo, pusilanimidade, por parte dos actores públicos e privados que compõem uma comunidade nacional soberana (um povo). Ou seja, um povo não deve desistir de produzir quando tem meios de o fazer, deve exonerar-se do comodismo do conforto proporcionado por um rendimento obtido por direitos fundiários sobre um produto finito com valor mercantil volátil, ao ponto de minar o desenvolvimento dos seus objectivos actuais e futuros.

 

Por outra, no desenvolvimento de um país, a persistência na diversificação económica sustentável, aliada a disciplina, organização, instrução e ao conhecimento, é qualidade míster que faz com que seu povo vença suas limitações e desenvolva habilidades. Deste modo, sem disciplina, organização, instrução e conhecimento, a persistência, como ferramenta, pode transformar-se numa teimosia quando aplicada na conquista de esforços inúteis ou errados dentro do propósito da vida própria do país. Tal acontece quando se aposta em políticas, estratégias, planos e projectos irrealistas e mal gizados.   

 

O acontecimento de várias crises económicas similares ao longo de tempo num determinado país, sem que haja habilidades de contornar derrotas por parte de quem o povo elegeu (para governar ou estar na oposição), por os eleitos persistirem em soluções repetitivas e falhadas, mina e enfraquece a fonte energética da motivação, ambição, perspectivas intergeracional e compromete a expectativa sobre os resultados que se almejam. Ou seja, tal persistência se transforma em teimosia mimada de um egocentrismo que não quer desistir por capricho próprio ou para não dar o braço a torcer, apostando em projectos populistas, através da desorçamentação, que, com o tempo, não proporcionam retornos a favor da sociedade colectiva, nascendo tensões sociais, por ausência de desenvolvimento.

 

Quando a persistência de quem foi eleito para governar ou fazer oposição tem como sequazes o discernimento e a autocrítica, alavanca-se a reflexão sobre os propósitos do povo que representa e o elegeu, altera sua vida e sua posição na sociedade de que faz parte, por a autocrítica permitir analisar-se a si mesmo com modéstia, livre de armadilhas da arrogância, da prepotência e da ganância.

 

Num país como Angola, seus actores devem despir-se da teimosia. Na verdade um actor teimoso não dá ouvidos ao outro, acredita que sua verdade é absoluta, concentra sua energia no egocentrismo, perde discernimento, ignora o ponto de vista de outro actor por ter definido o seu como verdade suprema, o que faz com que insista sempre nos mesmos erros, e cada vez que erra, repassa a culpa ao outro, torna a convivência difícil, dá azo a afastamentos, por saberem que com actores assim, torna-se difícil compartilhar opiniões e discussões saudáveis que culminem num interesse consensual colectivo.

 

Este virar de costas que nasce devido a teimosa tende a ser agressiva, pois em muitas situações, os actores da mesma sociedade acabam usando a agressividade (de caris verbal, de repúdio ou de manifestação) para mostrarem uns aos outros que cada um está irredutível no que pensa, ou seja, cada actor fecha sua mente para o conhecimento, coisas novas, por falta de espaço dialogal.

 

No nosso país, Angola, os actores da nossa sociedade, devem ser perseverantes na resolução dos problemas colectivos da nação. É através da perseverança que se busca meios necessários para alcançar os objectivos de Angola e de todos actores da sociedade angolana. O melhor caminho para os actores chegarem aonde querem é a perseverança aliada a disciplina, a organização, instrução e ao conhecimento. Na verdade, este polinómio de substantivos, são as chaves que permitem seus actores estudarem as vantagens do diálogo, das trocas de opiniões, da partilha de experiencias, das vantagens de ouvir o outro, porque, com tudo isto, nasce um espaço emocional de paz e tranquilidade.

 

Por fim, se os actores primarem pela positiva, terem seus objectivos para o bem da nação, nenhum actor social sentirá a necessidade de impor-se irredutivelmente, porque, cada um, para suas conquistas, analisará, buscará recursos, pedirá opiniões, esperará cedências e cederá, cujo resultado será: aprender com o outro, compartilhar conhecimento e alcançar suas metas, reconhecendo o espaço dos outros actores. Tal vai alterar o padrão energético do diálogo, as discussões das grandes políticas, planos e projectos económicos do país serão positivos, e aparecerá no caminho dos actores, ideais para ajudar, orientar, assim como novas oportunidades.

 

Eis o momento dos angolanos compreenderem que a resolução dos problemas sejam quais forem, só é possível com diálogo, resiliência e perseverança aliada a modernização, investimento diversificado na economia real, criação de emprego, disciplina, organização, instrução e conhecimento.

publicado por lexangola às 15:34

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