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Quarta-feira, 5 de Janeiro de 2011

ANGOLA: INDEPENDÊNCIA POLÍTICA E ECONÓMICA

ANGOLA: INDEPENDÊNCIA POLÍTICA E ECONÓMICA

Por ELISEU GONÇALVES FRANCISCO*

eliseu2003@yahoo.com.br

 

A PRIMEIRA OBRIGAÇÃO DOS HOMENS E DOS POVOS É A DE AFIRMAR A SUA PRÓPRIA IDENTIDADE QUE SÓ É POSSÍVEL COM INDEPENDÊNCIA. NO CASO DOS POVOS E PAÍSES A INDEPENDÊNCIA POLÍTICA É O PRIMEIRO PASSO PARA PROPORCIONAR INDIVIDUALMENTE A CADA CIDADÃO INDEPENDÊNCIA DA MENTE QUE PAUTA-SE PELA PROGRAMAÇÃO DA PESSOA, DE ACORDO COM A SUA ENERGIA, SEU INTELECTO, SUAS FUNÇÕES COGNITIVAS GUIADAS PELA RAZÃO E NO RESPEITO PELAS REGRAS SOCIAIS DE CONDUTAS DA NAÇÃO A QUE PERTENCE.

 

Significa que a independência política de um país deve estender-se a independência individual dos seus cidadãos, devendo o poder instituído respeitar e trabalhar no interesse colectivo da Nação.

 

Os angolanos tornaram-se independentes em 11 de Novembro de 1975 e já lá vão 35 anos e devem reflectir nas conquistas e nas frustrações, nos ganhos e perdas, no melhor e no pior em resultado da independência ganha, devem fazer um balanço e, em resultado do mesmo, traçar um caminho que os leva ao desenvolvimento político e socioeconómico.

 

Angola, politicamente é independente mas economicamente não é, isto porquê? Porque o tecido gerador e sustentador da sua economia é dominado demasiadamente pela mão-de-obra de países terceiros e a falta desta independência poderá tornar Angola refém da sua própria independência política, correndo o risco de se transformada num falso país independente, podendo mesmo levar o seu povo a situações extremamente angustiantes e frustrantes cujo saldo poderá ser super negativo se não se adoptar ou promover políticas necessárias para a inversão da importação de mão-de-obra estrangeira.

 

Prova do descrito no parágrafo anterior é o facto de que, com a paz alcançada, o país ganhou uma pujança no seu desenvolvimento económico e passou a ser visto como um país de oportunidades por várias empresas de muitos países de várias regiões do mundo, despertando também interesse de empresas que actuam globalmente, mas com técnicas de gestão e tecnologia altamente desenvolvida, captando muito investimento privado estrangeiro.

 

Infelizmente o que deveria ser um ganho para os angolanos como cidadãos está a transformar-se numa exclusão social, porque o país não dispõe de mão-de-obra que domine certas ferramentas de novas tecnologias e de altas técnicas de gestão.

 

Este é o momento de Angola investir nos seus filhos, apostando na formação destes, porque a riqueza de uma nação/país é a formação de seu povo que só é possível se se investir no conhecimento, isto é, quem promove conhecimento cria desenvolvimento, então é no conhecimento que se alcança a independência total individual do cidadão e colectiva da nação (política e socioeconómica).

 

Como atrás referido a primeira obrigação dos homens e dos povos é a de afirmar sua própria identidade e cabe a liderança dos homens e do povo de uma nação/país promover a independência da mente de cada cidadão, que é a programação, energia e o estado da pessoa, seu intelecto, suas fun­ções cognitivas guiadas pela razão e no respeito pelas regras de condutas impostas culturalmente pela nação a que pertence para fazer gerar a independência económica individual que provoque o efeito multiplicador aos demais, cujo objectivo é garantir a independência colectiva da nação.

 

Os Órgãos e Estruturas da Nação Angolana, após a conquista da independência política ocorrida a 35 anos, devem agora ter como ideal, nas vestes de Coordenadores de Equipa Angolana como Nação, criar condições para que o génio incubado (em cada angolano) se manifeste no sentido de fazer que estes desenvolvam suas capacidades como homens, porque só o homem treinado e formado é capaz de gerar independência tecnológica e do saber fazer, tão cobiçada nos dias correntes, nos quais a inteligência e a criatividade fomentada pela formação e actualização contínua constituem moedas fortes para conseguir um posto de trabalho satisfatório, garantindo independência individual.


Pelo mundo fora há países em que quase todos os campos de conhecimento humano têm evoluído bastante, investindo na formação e educação por concluírem que a inteligência não é hereditária tão pouco é inata. O que é inata é a facul­dade, a aptidão, a capacidade que permite a qualquer ser humano, que não seja caso patológico, chegar a ser inteligente. Na verdade nada existe no intelecto que não tenha estado antes nos sentidos, a não ser a própria faculdade intelectual, tal significa que a inteligência racional pode ser desenvolvida, isto é, existem mentes treinadas e não treinadas, prova disto, Angola tem muitos quadros espalhados pelo mundo com o devido reconhecimento incluindo Portugal onde 20% dos quadros médicos são angolanos com capacidade e qualidade profissional reconhecida.

 

Alguns países como Estados Unidos, França, Canadá, Brasil, México e Portugal são receptores de muito investimento estrangeiro e a recepção de tal investimento tem sido uma mais-valia porque serve para dar empregos aos seus cidadãos e não para uma mão-de-obra expatriada, o que promove inclusão social a favor dos cidadãos dos países referidos, tal deve-se ao facto dos mesmos terem os seus cidadãos preparados a nível de formação e capacidade intelectual de actualização e aprendizagem ao longo da vida, que só tem sido possível por as elites dirigentes dos país citados promoverem formação contínua de forma progressiva, rigorosa e responsável.

 

A maioria das entidades privadas que investem em Angola levam muita mão-de-obra expatriada, parte dela desnecessária (muitas empresas levam até empregadas de limpezas, operadores de sistemas informáticos simples, arquivistas, pessoal não qualificado) em detrimento dos angolanos, o que não faz sentido e dão impressão de que os angolanos não são nada capazes.

 

Todo ser humano está geneticamente equipado para falar, mas não nasce com a linguagem articulada. O que um homem normal possui por hereditariedade, os outros homens normais também o possuem. Somos de opinião que os angolanos, também herdaram a faculdade de se desenvolverem, mas o desenvolvimento depende deles. A inteligência é resposta a estímulos que devem ser proporcionados pelo Estado, impondo medidas de formação e transmissão de conhecimento no contexto da estrutura económica ou laboral, para que grande parte da mão-de-obra expatriada comece a ser substituída por nacionais.

 

O investimento estrangeiro deve ser uma oportunidade para o investidor (que investe para rentabilizar e multiplicar o seu capital e lucros) e para o país (que recolhe impostos directos pela combinação da produção mais capital e impostos indirectos pelos empregos criados a favor dos seus cidadãos). No caso de Angola esta ocorrência não tem sido linear e por não ser, a nossa independência é amputada ou é meramente ilusória.

 

Um povo só é independente e livre quando dispõe de liberdade económica e social e, esta liberdade, se deve lutar por ela contínua e incessantemente, mas, quando conquistada, deve ser defendida todos os dias e é por aí que Angola e o seu povo devem caminhar nos próximos anos, porque o desenvolvimento das capacidades humanas como elemento de auto-realização busca que cada indivíduo seja ele mesmo, mas pelo respeito da sua cultura e da cultura dos outros povos.

 

O homem angolano (independentemente do extracto social ou elite a que pertença) não está determinado por nenhum factor intrínseco, senão pelo que ele decida fazer, todavia, essa decisão é influenciável, sugestionável e programável. A liderança de muitas entidades económicas que investem em Angola promove a simples ideia de que há "povos supe­riores", "povos adiantados", "povos desenvolvidos" o que tem funcionado como inibidora do desenvolvimento da inteligência e da criatividade de muitos quadros angolanos, rotulados eufemísticamente de "mal formados”. Em certos casos, a palavra passa a ser um julgamento, uma condenação: "incompetentes". A frase "em Angola não florescerá uma civilização", é por interesses colonialistas e neocolonialistas que os angolanos e a sua elite política, empresarial, intelectual e cultural devem combater, tem sido o grande poder inibidor, gerador de bloqueios na inserção de quadros angolanos em muitas empresas que investem em Angola.

 

É verdade que substancialmente, os homens não são iguais. As diferenças individuais não significam inferioridade. A diversidade existe para criar igualdade e é a maior riqueza do mundo, e os angolanos como povo, bem como os seus quadros (como técnicos) fazem parte e aumentam tal riqueza acrescentando valor com a particularidade que os caracteriza e que se deve manter independente.


As elites das empresas estrangeiras que investem em Angola devem perceber que a ciência e a técnica servem para contribuir com a erradicação da fome, gerar alimentos e para que não haja menores abandonados à própria desgra­ça na sociedade angolana, porque é para isto que os seus investimentos são bem-vindos, sem no entanto perderem o direito de receberem a devida retribuição (lucros).

 

Somente a energia (ser humano) é capaz de gerar independência tecnológica que só perdura no tempo se for partilhada e transmitida e os angolanos têm de perceber que sem ela, não haveria o produto da criatividade e, nesta fase da nossa história, devemos cobrar isto a todos investidores com grande saber fazer, com tal cobrança teremos aprendizagem acelerada que é o lado humano do conhecimento.

 

Nos próximos anos temos de apostar na qualidade da nossa educação, com ela teremos técnicos altamente qualificados, o que vai criar um efeito dominó de desenvolvimento em todas estruturas da nossa sociedade, porque é urgente termos: - Rede Nacional de Saúde, Rede Nacional de Educação, Ensino Superior e Formação Profissional, Rede Nacional Eléctrica, Rede Nacional de Águas Livres, Rede Nacional de Telecomunicações, Rede Nacional de Transportes (Aéreos, Ferroviários, Rodoviário, Marítimo e Fluvial) e outros equipamentos sociais cruciais para o desenvolvimento socioeconómico de Angola (os angolanos devem, porque têm legitimidades, cobrar isto aos seus Governantes) e tal só será possível se Angola tiver técnicos e quadros capazes de garantirem o funcionamento de tais equipamentos.

 

Assim é urgente alterar a educação sistemática, como vem sendo ministrada, mostra-se ine­ficaz para a nossa época e para qualificar os educandos com ferramentas que lhes permitam enfrentar a vida de hoje e do futuro, porque em alguns aspectos, ela con­tribui para a formação de frustrados. Deve-se reformular as políticas de educação e formação, para que os angolanos tenham a oportunidade de desenvolverem a personalidade e suas capacidades, o que, uma vez conseguido, pro­porcionará a verdadeira segurança e independência individual que se vai transformar em independência e segurança colectiva, reforçando a independência total de Angola.

 

Quanto as elites de comando das entidades estrangeiras que investem em Angola, devem ser preenchidas e compostas por homens com maturidade solidária e estimulantes das capacidades, potencialidades, faculdades e aptidões dos quadros angolanos nas organizações que dirigem, porque os homens nasceram para participar e devem abster-se de práticas que criam ou promovem frustrações, para tal, cabe ao Estado Angolano accionar mecanismos inibidores de práticas contrárias, porque só assim é que vamos consolidar a nossa independência total (política e económica).

 

Os Angolanos já sofreram muito e bastante, merecem o melhor do seu país, só assim é que os heróis tombados pela independência e liberdade serão honrados e suas almas descansarão em paz, ao contrário, as almas dos heróis estarão a deriva no purgatório aterrorizando os vivos.

 

Bem-haja em prol dos Angolanos.

 

      (*) Mestre em Direito das Empresas

                                                                       Licenciado em Direito

                        Pós Graduado em Empreendedorismo Social

                                                                        Membro da Ordem dos Advogados Portugueses

Investigador de Finanças e Políticas Públicas

publicado por lexangola às 22:13

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1 comentário:
De José a 5 de Abril de 2011 às 11:18
De José a 5 de Abril de 2011 às 11:15

Realmente concordo que é de salutar sempre que um país consegue a independência. Contudo, no caso de Angola, estagnou no tempo e hoje em dia o sistema de funcionamento das várias instituições públicas ainda se mantém de matriz colonialista, pois os códigos apresentam vincadamente ideias e formas de actuação lusitanas. A única excepção, é de cariz negativo, e prende-se com o direito de propriedade, em que qualquer estrangeiro que adquira um bem imóvel, se tem o azar de necessitar de se ausentar de Angola por mais de 90 dias, vê os seus bens confiscados pelo estado angolano. Por isso, discordo do sr. dr. Eliseu, quando refere que aquele povo pode descansar em paz, pois enquanto não corrigirem os erros que ainda cometem para com os estrangeiros, dificilmente terão paz. Veja-se que nem com o confisco dos prédios e casas que os Portugueses ali foram obrigados a abandonar, aquele povo progrediu. Por isso, apesar das maldades que os colonos portugueses fizeram a alguns angolanos, estes vingaram-se bem. E com vingança feita, a alma nunca se liberta. O referido descanso das almas de que fala, apenas emerge com bondade e reconciliação. Concluindo custa-me a acreditar que todos aqueles que morreram, estejam em verdadeira paz nas suas almas. pois se nem os angolanos vivos têm paz....

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